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30 Mar 2010

TGV e SCUT – Um PEC inaceitável

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Foi recentemente anunciado pelo Governo, enquadrado no PEC, o adiamento de 2 anos das ligações ferroviárias de alta velocidade entre o Porto e Lisboa (de 2015 para 2017) e entre o Porto e Vigo (de 2013 para 2015) e reafirmada a vontade de introduzir portagens nas SCUT na Região Norte.

Uma vez mais, a Associação de Cidadãos do Porto (ACdP) afirma a sua compreensão para as dificuldades orçamentais que o País atravessa e a necessidade de controlo dos gastos públicos nos próximos anos, mas exige que o sacrifício seja extensível a todo o território e que não se verifique a inaceitável discriminação da Região Norte proposta neste documento.

TGV

Nos últimos dias tem vindo a público notícias sobre o possível lançamento do concurso para a linha de TGV Lisboa – Coimbra, como uma necessidade urgente, tendo em conta a possibilidade de se perderem os fundos comunitários para esta obra, caso o prazo para o seu início seja adiado.

Esta notícia vem ilustrar as nossas preocupações relativamente às intenções para a linha Porto-Vigo, uma vez que não existem notícias para o concurso para a ligação de Braga para a Galiza, cujo financiamento se encontra exactamente na mesma situação de risco. A forma como o processo está a ser conduzido pelo Governo, aumenta os receios da ACdP de que este adiamento seja apenas uma forma de preparar o cancelamento definitivo da Linha Porto-Vigo.

SCUT

Numa atitude francamente penalizadora para uma das regiões mais carenciadas da União Europeia, à imagem do que vem sucedendo com o permanente desvido de fundos do QREN para a Região mais rica do País sob o pretexto de um falso efeito difusor dos investimentos, o Governo prepara-se para introduzir portagens nas SCUT a Norte, a maior parte das quais percursos sem alternativas válidas.

Não compreendemos nem aceitamos que o sacrifício pedido não seja partilhado pelas Regiões mais ricas, como o Algarve, que continua a ter a Via do Infante gratuita, ou Lisboa que continua com a Ponte Vasco da Gama subsidiada através de um regime de IVA mais favorável que o das portagens das outras vias. Por uma questão de equidade, exige-se que todas as SCUT sejam portajadas, sem excepção, incluindo os troços gratuitos da A16 (concessão

Grande Lisboa) e da A8 (Oeste).

A Associação de Cidadãos do Porto (ACdP – www.acdporto.org) é um movimento apartidário, que tem como único propósito a defesa dos interesses colectivos da Área Metropolitana do Porto e da Região Norte. A ACdP assume-se como uma plataforma de debate, de apresentação de propostas e de acção efectiva, onde através da congregação e mobilização de esforços e vontades, os cidadãos  da AM  Porto e Norte poderão voltar a ter uma palavra a dizer sobre o seu Futuro.

Créditos: Nuno Gomes Lopes / ACdP

Créditos da imagem: Nuno Gomes Lopes / ACdP clique para aumentar

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10 Mar 2010

Associação de Cidadãos do Porto – Posição sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento

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Foi ontem anunciado pelo Governo, enquadrado no PEC, o adiamento de 2 anos das ligações ferroviárias de alta velocidade entre o Porto e Lisboa (de 2015 para 2017) e entre o Porto e Vigo (de 2013 para 2015).

A Associação de Cidadãos do Porto (ACdP) compreende, responsavelmente, as dificuldades orçamentais que o País atravessa e a necessidade de controlo dos gastos públicos nos próximos anos, contudo não concorda com nova penalização da Região Norte, que representa 45% da população e 60% das exportações portuguesas.

A ACdP exige que o PEC seja revisto, para que os cortes no investimento e seus benefícios sejam redistribuídos equitativamente, incluindo todo o projecto do TGV e não apenas as ligações que afectam Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria, através do adiamento da ligação Lisboa-Madrid ou do reassumir dos compromissos anteriormente firmados com as populações do Norte.

O Governo, ao propôr este PEC, não repensa os grandes projectos de investimento de forma a torná-los adequados à actual conjuntura, optando por sacrificar exclusivamente a Região Norte, ao adiar ambas as ligações ao Porto, enquanto mantém intocados todos os grandes projectos de investimento na região de Lisboa, como o novo aeroporto e a ligação por TGV a Madrid, numa atitude de manifesta e assumida falta de solidariedade e de coesão nacional.

Recordamos que o Norte representa 45% da população e 60% das exportações portuguesas, e que não pode ser simultaneamente privado da ligação a Vigo, essencial para a competitividade das suas exportações, e forçado a contribuir através dos seus impostos para a construção da ligação de Lisboa a Madrid, um projecto do qual não beneficia e que todos os estudos indicam que é financeiramente deficitário. Notamos também, que está previsto no PEC a introdução de portagens nas SCUT, medida altamente penalizadora para a Região, deixando de fora, contudo, a algarvia Via do Infante, no que é mais uma discriminação injustificada.

Sugerimos em particular que o projecto da alta velocidade em Portugal seja adequado à realidade do País, reconvertendo as linhas previstas para velocidades entre os 200 e os 250 kms / hora, adoptando tráfego misto de mercadorias e passageiros em bitola europeia e prioritizando as ligações aos aeroportos e entre capitais de distrito.

10 Out 2009

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7 Out 2009

TGV: um transporte para o desenvolvimento sustentável?

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Debate no Clube Literário do Porto, no próximo dia 9 de Outubro (21h30)

Com a globalização, as redes de transporte, tanto de aviação como de alta velocidade terrestre representam processos de contracção espaço-tempo, constituindo para nós modelos não só de coesão social e económica, como também uma forma de avançar até um desenvolvimento sustentável.

No entanto, diferentes especialistas manifestam opiniões contrárias referindo os impactos ambientais (efeitos barreira, mudanças paisagísticas, impactos acústicos) e que as suas incidências nas transformações sociais e territoriais vão mais além da imagem benéfica e inovadora difundidas por alguns grupos políticos e económicos.

Acentuada pela campanha eleitoral, a discussão tem assumido lugar de destaque nos media, citando afirmações tão díspares quanto: “TGV é sinónimo de coesão”, “TGV é um erro financeiro”, “O TGV é uma medida de combate à crise”.

Esta sexta-feira, dia 9, pelas 21h30, o Clube Literário do Porto promove o debate: “TGV: transporte para um desenvolvimento sustentável?”, que terá como convidados David Ramos Pérez, professor e director do Departamento de Geografia na Universidade de Salamanca, Alexandre Ferreira, arquitecto e representante da Rede Norte e da Associação de Cidadão do Porto. Daniel Deusdado, o director e apresentador do programa Radar de Negócios da RPTN, será o moderador.

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Clube Literário do Porto

Rua Nova da Alfândega, n.º 22
4050-430 Porto
T. 222 089 228
Fax. 222 089 230
Email: clubeliterario@fla.pt
URL: www.clubeliterariodoporto.co.pt

2 Out 2009

Movimentações Aeroportuárias na Galiza

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A Xunta de Galicia apoiará a Fomento para crear “un gran aeroporto galego” con “tres terminais”

Publicado em “A Peneira Dixital” em 25/9/2009

O presidente da Xunta de Galicia, Alberto Núñez Feijóo, confirmou que a Administración autonómica está disposta a “colaborar” co Ministerio de Fomento, que dirixe o lucense José Blanco, para crear “un único sistema aeroportuario” na Comunidade con tres terminais, na Coruña, Santiago e Vigo, porque iso “é o que pide a inmensa maioría dos galegos”.

“É unha proposta que compartimos”, dixo Núñez Feijóo, que tamén recoñeceu que “o Ministerio de Fomento, por fin, está exercendo as súas competencias e espero que as exerza ata o final, porque vai ter o apoio da Xunta de Galicia”.

Na mesma liña, reiterou que o departamento do ministro José Blanco “ten competencias exclusivas sobre os aeroportos galegos e, polo tanto, é ao que lle corresponde dirixir e liderar a agrupación nun único aeroporto, con tres terminais en Galicia”.

De feito, Núñez Feijóo confirmou que a Xunta aspira á creación “dun gran aeroporto galego, que potencie as tres terminais”. Trátase, ao seu xuízo, de “agrupar e sumar para facer unha Galicia única e non de dividir e restar para facer galicias pequenas”.

O xefe do Executivo galego fixo estas declaracións na roda de prensa posterior ao Consello da Xunta de Galicia, que se celebrou de forma extraordinaria, e por primeira vez, en Lugo.

25 Set 2009

Galiza abre guerra ao Aeroporto Sá Carneiro

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Publicado em 25-09-2009 no Grande Porto

“Enterrar orgulhos localistas para derrubar o terminal de Sá Carneiro. A feroz ameaça do Porto gerou a reacção do Governo central que, em tempo recorde, pôs toda a carne no assador para vencer a pujante base do país vizinho”. Assim principia um artigo do jornal El Correo Gallego sobre a ‘ofensiva’ espanhola em preparação para pôr fim à posição cimeira do aeroporto do Porto no espaço aéreo do noroeste peninsular.

No dia 18 de Setembro, a Secretária de Estado dos Transportes espanhola, Concepción Gutiérrez, presidiu em Santiago de Compostela à primeira reunião para a criar do Comité de Desenvolvimento de Rotas Aéreas da Galiza.

A criação deste instrumento foi anunciada dois dias antes pelo ministro do Fomento, José Blanco, no sentido de “dotar a Galiza de uma ferramenta eficaz para impulsionar o tráfego aéreo nos seus aeroportos, promover a criação de emprego e ajudar ao desenvolvimento da actividade económica nesta comunidade autónoma”, salienta uma nota de imprensa da AENA – Aeroportos Espanhóis e Navegação Aérea.

Através da união de esforços das várias administrações (central, autonómica e local), bem como de outras instituições, pretende-se “estabelecer e consolidar novas rotas aéreas” na Galiza. Atestando a importância dada ao sucesso desta estratégia conjunta, estão representações ao mais alto nível, desde elementos do Ministério do Fomento, Junta da Galiza, Câmaras Municipais da Corunha, Santiago e Vigo e organizações empresariais.

Num comunicado enviado ao GRANDE PORTO pelo departamento do Meio Ambiente, Território e Infra-Estruturas da Junta da Galiza, acredita-se que a gestão coordenada dos três aeroportos galegos (de Santiago de Compostela, Corunha e Vigo) permitirá “alcançar a liderança no noroeste peninsular”.

“Lutar contra o Porto”

Para o Governo galego “é imprescindível” conseguir o “máximo entendimento” entre as administrações como meio de conseguir uma “gestão eficaz e integrada dos aeroportos”. Citando o responsável pelo departamento do Meio Ambiente, Território e Infra-Estruturas, Agustín Hernández, o mesmo comunicado aponta uma estratégia integrada, alicerçada na ideia de que a Galiza “dispõe de um grande aeroporto com três terminais que está a movimentar mais de quatro milhões de passageiros ao ano, praticamente o mesmo volume que o Porto”, e “nenhum cidadão galego poderia entender” que a região perdesse a oportunidade de “liderança”.

Contactado pelo GP, Fran Camino, jornalista especializado em temas aeronáuticos para a revista de aviação espanhola Airline92, e também consultor pontual em várias companhias, explica que a intenção é que os três aeroportos actuais se passem a designar com a mesma sigla, GLC.

“A ideia é lutar contra o OPO com um aeroporto único com três terminais, mas também eliminar as disputas entre os três aeroportos [ver página seguinte], e que sintamos que todos os aeroportos são de todos os galegos”, diz.

17 Ago 2009

JFA - Jornal Regional da RTV - 12 de Agosto 2009

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15 Ago 2009

TAP relança importância do aeroporto Francisco Sá Carneiro

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Publicado em 14-08-2009 no Grande Porto

O presidente da TAP disse ontem que “há mercado” para abrir uma rota entre o aeroporto de Pedras Rubras e Angola, mas sem ainda marcar prazos. ”Eu acho que há mercado sim, mas como em tudo nós precisamos primeiro de fixar esse mercado e a partir daí tentar avançar”, disse Fernando Pinto, numa entrevista ao diário i, que será publicada na edição desta sexta-feira.

Sobre a concorrência da Ryanair, que vai abrir uma base no Porto, o presidente da TAP comenta: “Vai atacar a TAP, claro, seria demagogia dizer o contrário, mas nós também temos uma estratégia para o Porto”. Essa estratégia não vai mudar por causa da aposta da Ryanair em pedras Rubras. “Eu aprendi que a estratégia a gente faz a nossa e os outros tentam competir. Se formos ajustar a estratégia pelos outros, é mau. Nós temos estratégia para o Porto e, por exemplo, comprámos a Portugália com o sentido de melhor servir o Porto e isso está funcionando muito bem com melhor oferta dos voos que chegam e partem do Porto”, referiu. No entanto, Fernando Pinto admitiu que “a Ryanair significa mais competição como temos em todo o lado, porque trabalhamos num mercado aberto muito difícil. E por isso eu digo sempre que todos os trabalhadores da TAP têm que pensar sempre no mercado. Por exemplo, quando há greves damos oportunidades a que os nossos clientes optem por outras companhias, e se calhar até gostem”.

A Ryanair vai começar a operar em Outubro um voo directo Porto-Faro, mas o presidente da TAP não se comove com isso e fala da sazonalidade associada ao “low cost”. “O problema da rota Porto-Faro é que é muito de época alta e a Ryanair trabalha muito com o sazonal. O “low cost” veio praticamente substituir o charter que tinha muito essa flexibilidade, acaba a época vai fazer voo para outro lado”.

Mais 46 milhões

Recorde-se que a companhia aérea irlandesa anunciou um reforço de 100 para 146 milhões de euros de investimento na futura base da companhia no Porto - com início de operação agendado para Setembro - em resultado da aquisição por 48,6 milhões de euros de um terceiro avião a sediar no Aeroporto Sá Carneiro.

A partir de 27 de Outubro, a Ryanair lançará duas outras novas rotas para a Alemanha a partir do Porto, para Dusseldorf e Baden Baden. No total, a Ryanair passará a operar 21 rotas no aeroporto do Porto, responsáveis pelo transporte de 1,8 milhões de passageiros/ano.

Lisboa-Porto com novas tarifas

Aquando da compra da Portugália, em Junho, a Autoridade da exigiu o cumprimento de algumas condições, entre as quais abrir a outras companhias as linhas Lisboa-Porto e do continente para o Funchal. A TAP compromete-se a implementar, na rota Lisboa-Porto, cinco novas subclasses tarifárias de classe económica, cujas tarifas são inferiores ao preço da classe económica actual. Para facilitar a entrada de concorrentes, o regulador exige também a celebração de acordos nas rotas Lisboa-Porto, Lisboa-Funchal e Porto-Funchal, que permitam aos passageiros de um novo operador fazer percursos que combinem voos de uma e outra companhias, quer em voos de ida e volta, quer em voos que combinam estas rotas com outras rotas da TAP.

15 Ago 2009

JFA - Jornal Regional da RTV - 5 de Agosto 2009

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30 Jul 2009

Comentário José Ferraz Alves na RTV

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Rede Norte e Tua no Jornal Nacional da RTV.